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Uma reflexão de um estudante-atleta brasileiro nos Estados Unidos...

Ano de olimpíada no Brasil enquanto eu escrevo esse texto e uma reflexão/comparação surge na minha cabeça enquanto estou observando as garotas do time de basquete e atletismo treinando na academia da minha faculdade aqui nos EUA. Fico curioso por não lembrar de nenhuma amiga/colega de Salvador que faça algum esporte a nível competitivo. Essa comparação também se aplicaria facilmente aos esportes masculinos em geral, porém escolho focar principalmente no feminino pq considero o investimento e incentivo praticamente nulo no Brasil.


É interessante analisar as razões pelas quais se tratando de esporte, nós ainda somos muito atrasados perante outros países. Muitas vezes só percebemos quando acontecem esses jogos olímpicos/Pan-Americanos e vemos a diferença absurda no número de medalhas. Mas independente do resultado final de ouros, pratas ou bronzes, a reflexão vai no sentido de que o incentivo ao esporte aqui nos EUA é algo que se inicia desde a época da escola, onde os estudantes tem o primeiro contato com os treinos e campeonatos. Ao ingressar nas universidades recebem ainda mais apoio (no Brasil seria o momento da ruptura total esporte/graduação) e aqui aqueles que "levam jeito" com o esporte e querem dar continuidade, são convidados a integrar os times das suas faculdades recebendo o apoio das mesmas através de bolsas esportivas generosas. Fora isso, a mentalidade já é realmente de uma "student-athlete", termo comum utilizado por aqui. A rotina deles são pela manhã como de um estudante comum, pegando suas aulas de psicologia, Business, engenharia etc. Mas diferentemente do Brasil, após a carga horária das aulas, todos colocam seus uniformes dos times e iniciam seus treinos de força, resistência, condicionamento...ou seja, treinos específicos para evoluir sua perfomance no esporte e desenvolver fisicamente.


Não consigo imaginar uma faculdade em Salvador ou em qualquer cidade do Brasil seja ela pública ou privada que forneça a estrutura que eles possuem aqui, tanto da parte das dezenas de equipamentos comprados quanto do acompanhamento de fisioterapeutas e profissionais especializados na área esportiva. E me faço mais um questionamento para tentar entender mais razões para justificar essa diferença gritante: Será que as garotas norte-americanas gostam mais de atividade física do que as brasileiras? A resposta vem de imediato: Lógico que não! Basta olhar as academias lotadas em cada esquina em Salvador e quase sempre de sua maioria pelo público feminino. Compreendo então que a questão é muito maior, simplesmente no Brasil o esporte não é pensado como algo que pode ser sua atividade principal, um estilo de vida, seu futuro, sua profissão ou uma ferramenta para entrar numa universidade. Basicamente o esporte, quando praticado, fica reduzido tão somente a um passatempo divertido, uma brincadeira.


No final, fica minha lamentação por imaginar quantos potenciais atletas não ficam escondidos, quantas pessoas que poderiam ser positivamente impactadas pelo esporte acabam seguindo caminhos totalmente diferente por total falta de planejamento e incentivo que as instituições educacionais e o governo cometem. A parte boa é que existem modelos de sucesso, é possível esporte/educação caminhar lado a lado e podemos nos espelhar nesses exemplos bem-sucedidos para também colher no futuro, quem sabe nas olimpíadas de 2020, 2024, 2028...


Obs: imagem meramente ilustrativa, enquanto viajava aqui a galera que tava ralando já foi embora.




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